
Muitas vezes e principalmente na cidade de Lisboa vemos edificios de traça antiga a cair de podres sem ninguem se preocupar com eles. Com o passar dos tempos são alvo de vandalismo, de roubo de azulejos, de apropriação indevida... Mais tarde vemos estes mesmos edificios ruirem nas mãos de empresas que ali constroiem condominios ou prédios de luxo com dezenas de habitações e que vão render bem mais do que ter ali naquele espaço um prédio gaioleiro... Negócios? Claro que
continuar a ler a propostaMuitas vezes e principalmente na cidade de Lisboa vemos edificios de traça antiga a cair de podres sem ninguem se preocupar com eles. Com o passar dos tempos são alvo de vandalismo, de roubo de azulejos, de apropriação indevida... Mais tarde vemos estes mesmos edificios ruirem nas mãos de empresas que ali constroiem condominios ou prédios de luxo com dezenas de habitações e que vão render bem mais do que ter ali naquele espaço um prédio gaioleiro... Negócios? Claro que sim...
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Tenho dúvidas no entanto com a parte "apropriação indevida" - uma apropriação ilegal pode ser no entanto "legítimo". Penso que um palácio abandonado pode vir a ser ocupado por grupos, associações, iniciativas culturais ou políticos, seja
Tenho dúvidas no entanto com a parte "apropriação indevida" - uma apropriação ilegal pode ser no entanto "legítimo". Penso que um palácio abandonado pode vir a ser ocupado por grupos, associações, iniciativas culturais ou políticos, seja para criar espaços de encontros e de debate para as pessoas do bairro, seja para animar o bairro com concertos, exposições. O "direito" de deixar vazio um edifício no meio da cidade é de facto questionável: porque as pessoas à volta devem tolerar no seu ambiente um bloco fechado, morto, sem vida.