
As câmaras municipais e o Estado, como grandes senhorios, devem apostar na reabilitação urbana, mas não tendo em vista apenas factores económicos. A construção de condominios de luxo e reconversação de imóveis para turismo deveria ser a excepção e não a regra nos centros históricos.
Apesar da constante pressão de funcionamento dos mercados é fundamental rever também factores socais que, afinal, trazem tanto ou mais valor acrescido aos centros históricos das nossas cidades:
condições para a
continuar a ler a propostaAs câmaras municipais e o Estado, como grandes senhorios, devem apostar na reabilitação urbana, mas não tendo em vista apenas factores económicos. A construção de condominios de luxo e reconversação de imóveis para turismo deveria ser a excepção e não a regra nos centros históricos.
Apesar da constante pressão de funcionamento dos mercados é fundamental rever também factores socais que, afinal, trazem tanto ou mais valor acrescido aos centros históricos das nossas cidades:
condições para a fixação de população jovem, dos que trabalham na cidade e querem ajudar a dinamizar o seu tecido social, criando relações imprescindíveis de vizinhança que por si só também poderão gerar riqueza, segurança e dinamismo cultural ...
Infelizmente, este valor humano é cada vez mais sacrificado nos centros das grandes cidades, já que estas populações vão sendo empurradas para os suburbios, devido aos preços proibitivos dos imóveis gerados pela crescente especulação imobiliária.
A política de regulação de preços faz-se há dezenas de anos em grandes cidades como Nova Iorque ou Barcelona, com bons resultados. Apelamos à definição de um programa de incentivo à fixação de população que aplique uma política de controlo de preços de venda e valores de renda, nos imóveis a reabilitar nos centros históricos.
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Concordo plenamente! E vai mesmo de encontro ao que escrevi em 2007 quando saiu o programa Porta 65 http://www.05031979.net/unpublished/investimento/
É triste vermos tantos imóveis degradados em cidades como Lisboa e Porto, muitos deles com história e que só são notícia quando há uma derrocada ou demolição do mesmo. Muitos deles com uma remodelação planeada poderiam voltar a ser habitados revitalizando 
É triste vermos tantos imóveis degradados em cidades como Lisboa e Porto, muitos deles com história e que só são notícia quando há uma derrocada ou demolição do mesmo. Muitos deles com uma remodelação planeada poderiam voltar a ser habitados revitalizando as áreas em que se encontram e muitos outros que poderiam ser reconvertidos para servir a cultura, a restauração e afins...as nossas cidades ficariam muito mais bonitas, com uma identidade mais vincada e ajudariam a resolver os problemas de habitação de algumas camadas da população.
Sem dúvida! Actualmente, em Lisboa, é mesmo impossível um jovem adquirir um imóvel no centro de Lisboa. Os que já estão remodelados têm preços pela hora da morte, os que têm preços mais "simpáticos" estão a precisar de tantas obras 
Sem dúvida!
Actualmente, em Lisboa, é mesmo impossível um jovem adquirir um imóvel no centro de Lisboa.
Os que já estão remodelados têm preços pela hora da morte, os que têm preços mais "simpáticos" estão a precisar de tantas obras que o valor final se torna incoportável.
Aliás, acredito que a longo prazo, se a CML investisse na reabilitação de edifícios para habitação que não "de luxo", com rendas mais acessíveis, seria bem melhor para todas as partes.
Concordo plenamente!... viver e comprar casa remodelada no centro histórico de Lisboa (baixa-chiado por ex.) é um sonho quase impossível de concretizar para os jovens...Os preços são simplesmente absurdos :S







Vivo numa cidade média, com os mesmos problemas de Lisboa, só que numa muito menor escala. A origem do problema está nas décadas em que as rendas não aumentavam, logo os senhorios perderam gradualmente poder económico para fazer obras nos prédios, ou novos investimentos.
Vivo numa cidade média, com os mesmos problemas de Lisboa, só que numa muito menor escala. A origem do problema está nas décadas em que as rendas não aumentavam, logo os senhorios perderam gradualmente poder económico para fazer obras nos prédios, ou novos investimentos. Os centros das cidades foram entrando numa decadência que já se tornou irreversível para muitos locais.
Infelizmente terá de ser o estado (consequentemente o contribuinte) a remediar esta situação, através de obras coercivas ou da apropriação dos imóveis para a realização das obras, e reabilitação dos centros das nossas cidades.